Instituto Conservador – Liberal

Imagem por: Mises Brasil
Por : Gary Galles em Mises Brasil
1) Facilitadores do mercado ou promotores de conspirações?
Categoria : Artigos
Nos últimos tempos, têm ocorrido ataques generalizados às ferramentas algorítmicas de precificação de aluguéis, acusadas de servirem como meio para que proprietários conspirem entre si em prejuízo dos inquilinos. Não apenas o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ na sigla em inglês) moveu uma ação desse tipo, como também inúmeros estados e cidades embarcaram nessa mesma direção, além de haver ações coletivas. Contudo, há uma forma melhor de interpretar tais ferramentas, a de que elas permitem que os valores de aluguel se ajustem mais rapidamente ao que é justificado pelas condições de mercado (como os economistas ilustram por meio das mudanças de oferta e demanda) quando essas condições se alteram, algo que se torna particularmente importante quando tais mudanças ocorrem de forma acelerada. Essas ferramentas algorítmicas utilizam informações sobre os imóveis para aluguel, datas de validade de contratos, taxas prováveis de novos candidatos e outros termos relativos a um determinado proprietário, além de dados publicamente disponíveis, para recomendar se seria mais lucrativo aumentar, reduzir ou manter inalterados os preços de locação.
Por : Roger Bate em Brownstone Institute
2) Decisões bizarras da FDA sobre sachês de nicotina levam a produtos errados nas prateleiras
Categoria : Mundo
Uma visita a uma dúzia de lojas de conveniência no Condado de Montgomery, Pensilvânia, diz muito sobre como a política de nicotina dos EUA realmente funciona. Apenas cerca de um em cada oito produtos de nicotina em sachês à venda é legal. Os demais não são autorizados — mas não são todos iguais. Alguns têm marcas chamativas, ingredientes incertos, não são aprovados por nenhum órgão regulador ocidental e são claramente voltados para compradores por impulso. Outros — como o NOAT da Suécia — são o oposto: discretos, bem-feitos, voltados para adultos e já… aprovado para venda na Europa. No entanto, nos Estados Unidos, a NOAT foi instruída a interromper as vendas. Em setembro de 2025, a Food and Drug Administration (FDA) emitiu uma notificação à empresa. carta de aviso por oferecer sachês de nicotina sem autorização de comercialização. Isso poderia fazer sentido se os produtos fossem perigosos, mas eles parecem estar entre os mais seguros do mercado: sabores suaves, baixos níveis de nicotina e embalagens de papel reciclável. Na Europa, os órgãos reguladores os consideram aceitáveis. Nos Estados Unidos, eles são proibidos. A decisão parece, na melhor das hipóteses, estranha — e possivelmente arbitrária.
Por : Bruno V. Manno em Merion West
3) Vamos ensinar aos jovens a ter esperança, não a ter desgraça
Categoria : Artigos
O especialista em educação Bruno Manno argumenta que, quando os educadores apresentam os problemas sociais e ecológicos como insolúveis, isso pode fomentar a desesperança nos alunos. Neste ano letivo, ele defende que devemos ensinar aos alunos que os problemas podem ser resolvidos, e não apenas lamentados. “Não ensine seus filhos a temer o mundo”, escreve Arthur C. Brooks, intelectual público e pesquisador da felicidade em Harvard. “Ensiná-los que o mundo é um lugar perigoso é prejudicial à saúde, à felicidade e ao sucesso deles.” Esta é uma ótima mensagem para os educadores do ensino fundamental e médio lembrarem ao retornarem às aulas este ano. Não há dúvida de que os professores enfrentam uma tarefa árdua. Eles não estão apenas transmitindo conteúdo ou aumentando as notas das provas. Eles estão moldando os corações e as mentes de uma geração que luta contra o que pode parecer uma melancolia implacável. Ligue a televisão — ou dê uma olhada no currículo típico de estudos sociais — e é difícil escapar do turbilhão de crises. Catástrofe climática, colapso democrático, assassinatos políticos, desigualdade econômica, injustiça racial, tiroteios em massa, epidemias de saúde mental e disrupção causada pela inteligência artificial. A lista é longa e, para muitos jovens, é avassaladora. Os educadores, com razão, querem que os alunos estejam cientes dos problemas do mundo. Mas, nesse processo, podem, sem querer, ensinar pessimismo e desespero.
Por : Joseph Sollis-Mullen em Mises Brasil
4) Lord Acton e as bases religiosas do liberalismo
Categoria : Artigos
Poucas questões dividiram tanto os liberais ao longo dos séculos quanto o lugar da religião em uma sociedade livre. Alguns enxergaram a fé como irrelevante para a liberdade, um campo separado que deveria permanecer inteiramente isolado da política. Outros a consideraram como a verdadeira inimiga da liberdade, apontando para séculos de repressão clerical. Houve também aqueles que argumentaram que a religião era útil, funcionando como sustentáculo da coesão social em um regime de governo limitado. Por fim, havia um grupo mais ousado que afirmava que a religião, em especial o Cristianismo, não apenas é compatível com a liberdade, mas também lhe é essencial, tanto do ponto de vista histórico quanto conceitual. Ralph Raico, em sua tese The Place of Religion in the Liberal Philosophy of Constant, Tocqueville, and Lord Acton [“O lugar da religião na filosofia liberal de Constant, Tocqueville e Lord Acton”, em tradução livre], defendeu que essa última posição era a correta e que ela expressa o núcleo do pensamento de três dos mais importantes liberais do século XIX. Entre eles, Lord Acton talvez seja o exemplo mais marcante: um aristocrata católico e historiador whig que acreditava que a liberdade, sem a fé, estava condenada a se degradar em materialismo ou relativismo.
Por : Ramesh Thakur em Brownstone Institute
5) Estabelecendo as conexões entre a OMS e a reforma do Conselho de Segurança da ONU
Categoria : Artigos
A parábola de origem indiana dos seis homens cegos que descrevem um elefante espalhou-se por muitas culturas e civilizações há séculos e, por isso, é uma história amplamente conhecida. Ao encontrarem um elefante pela primeira vez, os homens que já tinham ouvido falar dele, mas nunca o tinham visto, cada um projetou a partir da parte específica do animal que explorou pelo toque para oferecer uma descrição generalizada de todo o animal. Aquele que apalpou o lado disse que o animal era como uma parede; outro tocou na presa e disse que era como uma lança; o terceiro agarrou a tromba e insistiu que era como uma cobra; o quarto agarrou uma perna e concluiu que era claramente mais parecido com uma árvore; o quinto, um homem alto, apalpou a orelha e disse que era como um leque; e o sexto agarrou a cauda e disse que o elefante se assemelhava a uma corda.
Por : Jonathan Oppenheimer em Mises Brasil
6) Por que o mesmo carro custa 23 mil dólares a mais no Reino Unido?
Categoria : Economia e Mercado
Até recentemente, todo SUV elétrico BMW iX3 era produzido na mesma fábrica na China, independentemente do lugar do mundo onde fosse vendido. Isso significa que os mesmos insumos, os mesmos custos de produção e os mesmos padrões de segurança e sustentabilidade eram aplicados em todos os casos. Apesar dessa uniformidade nos custos de fabricação, existem dezenas de preços de varejo, em linhas gerais, um para cada mercado em que o veículo é comercializado internacionalmente. As margens de lucro variam de um país para outro e, em geral, são mais altas na Europa. No entanto, essa diferença normalmente não é muito grande entre modelos idênticos, o que indica que a variação global dos preços de venda do carro reflete fatores que vão além do conteúdo material do veículo, do custo de sua produção e da necessidade de obter lucro em sua comercialização.
Por : David Bell em Brownstone Institute
7) Renda Básica Universal: Tornar a Escravidão Grande Novamente
Categoria : Artigos
O Mal da Ausência de Propósito
Certa vez, trabalhei em comunidades sustentadas principalmente por alguma forma de Renda Básica Universal (RBU). A maior parte do dinheiro vinha do governo, sem trabalho (ou com trabalho simbólico), ou de royalties da mineração, onde outros trabalhavam extraindo recursos nas terras das comunidades. Havia paredes pretas e infestadas de baratas, enquanto crianças dormiam com cachorros em colchões manchados embaixo, e bebês cobertos da cabeça aos pés com sarna pustulosa, enquanto a mãe reclamava de dores nas costas. Isso não era uma realidade universal, mas não era incomum. Outras comunidades, que se destacavam por sua força e saúde, tinham pessoas trabalhando duro para ganhar a vida – principalmente em funções que refletiam sua cultura – uma economia muito diferente. Homens que antes trabalhavam arduamente para sustentar suas famílias perdem a motivação para fazê-lo quando isso não faz diferença real; quando o básico para a vida e o lazer estão igualmente disponíveis para aqueles que trabalham e para aqueles que não fazem nada. Não se trata de uma questão política, mas sim de comportamento e psicologia humana.
Por : Antonio Fernando Pinheiro Pedro em The Eagle View
8) INTELIGÊNCIA DE ESTADO, SEGURANÇA PÚBLICA E PROSELITISMO
Categoria : Artigos
Segurança Pública é Democracia
Quando nos referimos à Segurança Pública, nos referimos ao mais importante direito humano. Cumpre à Segurança Pública preservar a incolumidade do cidadão, proteger direitos e bens, garantir a liberdade, a locomoção e o exercício da cidadania. Sobretudo, traduzimos Segurança Pública como maior expressão do Estado de Direito – pressuposto do Regime Democrático (e vice-versa). Sem isso, não há Ordem Pública, não há paz social. Não há espaço para proselitismo barato, muito menos ingenuidade. Quando o Estado de Direito ameaça ruir por má compreensão do exercício da Segurança Pública, a ameaça atinge o próprio Regime Democrático que o justifica. O presente artigo traça algumas linhas de cunho conceitual e enfrenta, sem meio termo, a barreira ideológica, o viés que impede o avanço da inteligência de estado. Aqui, penetramos no ambiente das considerações políticas, para combater diretamente a disfunção cognitiva que desconstrói o conceito de Segurança Pública, degrada a Inteligência de Estado e, por consequência, o próprio Estado Democrático de Direito.
Por : C.J. Maloney em Mises Brasil
9) John Maynard Keynes, o ‘santo padroeiro’ do planejador central
Categoria : Artigos
Conversando com um economista morto
“Keynes não era um democrata, mas via a si mesmo como um possível membro de uma elite governante iluminada.”
— James Buchanan e Richard Wagner (1977)
A afirmação de que “agora somos todos keynesianos” já é um fato amplamente estabelecido e, se você tivesse conhecido o próprio homem, há grandes chances de que teria gostado dele. O barão John Maynard Keynes não é apenas o economista mais famoso e influente de nosso tempo, ele foi, provavelmente, o mais carismático de sua era. Formado em Matemática em Cambridge, Keynes era expansivo, generoso com os amigos, um conversador brilhante e, sem dúvida, um homem de gênio. No entanto, após ler seu magnum opus, A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, devo (com certa relutância) confessar que, do ponto de vista econômico, fiquei pouco impressionado. Reconheço que essa confissão me coloca no chamado “extremo lunático” da economia e, por isso, tudo o que posso fazer é pedir desculpas e apontar para o que está escrito.
Por : Jeffrey A. Tucker em Brownstone Institute
10) Ascensão e queda da Wikipédia
Categoria : Artigos
O ano era 2001 e o colapso das empresas .com já estava no horizonte. Novas ideias circulavam entre jovens empreendedores visionários. Claro, a pets.com faliu, assim como muitas outras, mas isso foi um sucesso temporário. A Internet acabaria por mudar tudo, diziam-nos. A tecnologia, a descentralização, o crowdsourcing e a espontaneidade digital criariam um panorama informativo sem guardiões. Tudo teria de se adaptar. Os especialistas do mundo antigo seriam substituídos por uma revolução popular. Enquanto as elites tradicionais exibiam as suas credenciais, uma nova classe de revolucionários levantaria exércitos de servidores e dígitos para transferir o centro da civilização para a nuvem. A Wikipédia foi uma novidade em destaque, uma experiência de crowdsourcing de conhecimento de uma forma descentralizada, capaz de se expandir de maneiras que o modelo antigo não era, e aproveitando o conhecimento e as paixões de pessoas de todo o mundo. A plataforma parecia incorporar o próprio princípio da liberdade. Todos têm voz. A verdade emergirá do aparente caos de pontos de vista concorrentes.