Instituto Conservador – Liberal

Imagem por: Ilustrado com IA
Por : Olavo de Carvalho
1) Feliz Ano Novo? Que cinismo!
Categoria : Artigos
Diário do Comércio, 26 de dezembro de 2005
O Brasil entra em 2006 nas seguintes condições:
(1) O governo federal está nas mãos de um partido que, subindo ao poder sobre os cadáveres das reputações de seus adversários, usou de sua fama de restaurador da moralidade como camuflagem para poder criar o mais vasto e eficaz sistema de corrupção política já observado neste país.
(2) Ao longo de sua ascensão, apoiada na hegemonia previamente conquistada pela “revolução cultural” gramsciana, esse partido desarmou completamente seus possíveis adversários ideológicos, ao ponto de nas eleições presidenciais de 2002 seu candidato não ter de concorrer senão com imitadores do seu discurso, cada um tentando provar que era o mais esquerdista dos quatro. E tão completo era o domínio exercido pela esquerda sobre a mentalidade pública, que essa disputa em família, com total exclusão de discordância ideológica por mais mínima que fosse, foi celebrada por toda a mídia cúmplice como “a mais democrática de toda a nossa História”. Neurose, dizia um grande psicólogo que conheci, é uma mentira esquecida na qual você ainda acredita. O Brasil continuará doente enquanto não recordar e desmascarar a farsa com que aceitou alegremente colaborar em 2002.
Por : Ben Van der Velde em Vanderlaugh
2) O verdadeiro dia de Ano Novo
Categoria : Artigos
O fascínio das resoluções de Ano Novo é irresistível. Assim como o corpo tem um ritmo circadiano, uma pulsação diária que pode ditar humores e intenções, a mudança das estações certamente exerce um poder sobre nosso corpo mamífero. Mesmo envolto no casulo de uma cidade, a pessoa mais metropolitana tem dificuldade em ignorar os marcos tradicionais da passagem do ano, mesmo que agora estejam adornados com as banalidades dos cartões de felicitações. O mais traiçoeiro deles é o Dia de Ano Novo. Podemos dizer racionalmente “é só mais um dia” ou “os dias frios e curtos do inverno não são um bom momento para renovação”, mas é difícil evitar a tentadora armadilha psicológica que pregamos em nós mesmos, pensando que podemos sentir o efeito de mais uma volta ao redor do sol. O calendário diz 1/1, e então devemos reagir. Três semanas depois, frustrados, decepcionados conosco mesmos e com o mundo, na maioria das vezes a resolução se evapora no nada. O calendário marca 20/1 e aqui estou eu, reconhecendo tanto o fracasso quanto as prováveis chances de manter a resolução no ano que vem.
Por : Olavo de Carvalho
3) Duas notas de Ano-Novo
Categoria : Artigos
Jornal da Tarde, 8 de janeiro de 1998
Quando um dia se escrever a história das nossas dívidas intelectuais, um capítulo bem extenso será dedicado ao filósofo Romano Galeffi, nascido em Montevarchi, Itália, em 17 de novembro de 1915 e morto em Salvador (BA) no primeiro dia deste ano-novo. Entre outras coisas que fez por nós desde que se instalou neste país em 1949, ele criou a disciplina de crítica de arte nas nossas universidades, primeiro passo para o reconhecimento da profissão. Quando depois se fundou uma Associação Brasileira de Críticos de Arte e ele tentou se inscrever como sócio, seu registro foi recusado por anos a fio: oficialmente, Galeffi só se tornou “crítico de arte” um ano e meio antes de morrer. Membro do Instituto Brasileiro de Filosofia, catedrático de Estética da Universidade Federal da Bahia, Galeffi muitas vezes representou o Brasil em congressos internacionais, com trabalhos que revelavam a contínua floração criadora de seu pensamento, não abatida nem mesmo pelas doenças graves que atormentaram seus últimos anos. Foi escritor forte, eloqüente, traduzindo em português deliciosamente italianado, mas perfeito, um pensamento que não raro se elevava ao mais genuíno arrebatamento espiritual. Sua produção escrita, na qual se destaca a melhor obra sobre Kant já produzida neste país, foi sempre vítima de revisores imbecis que trocavam “teleológico” por “teológico” e coisas do gênero, obrigando o autor a corrigir exemplar por exemplar.
Por : Pe. Ezequiel
4) FELIZ ANO NOVO: O QUE ISSO SIGNIFICA?
Categoria : Artigos
Nestes dias de início de ano os sentimentos dos corações se assemelham. Desejamos a quem encontramos um Feliz e Próspero Ano Novo. Junto disso, também vão desejos de saúde, de alegria, de amor, de prosperidade e sucesso. Parece que a atmosfera se une num congraçamento onde todos querem o bem e o desejam a outros. Esse sentimento e essa atitude são importantes. Ela contagia a realidade. Desperta a esperança, entusiasmo e cria impulso aos nossos dias. Gostamos que nos desejem o bem. Nos alegramos com um abraço e um aperto de mão. Tudo isso é muito humano e, de certa forma, nos humaniza. Claro que isso também se une ao convencional. Todo mundo diz, todos desejam ao outro, por isso, entramos numa esfera daquilo que também é convencional e fica estranho não cumprimentar com essas felicitações. Entrando na esfera do convencional, do normal, isso também perde um pouco sua força. Felicita-se, deseja-se a paz e o bem, mas a intensidade que isso tem para quem recebe e quem deseja as felicitações é relativa. Você sabe bem que para algumas pessoas isso não passa de uma formalidade. Deseja-se porque todos o fazem. Na verdade, a intensidade daquilo que oferecemos e desejamos aos outros passa pela intensidade de nosso relacionamento com essas pessoas. Um Feliz Ano Novo desejado ou recebido de quem amamos e convivemos, trabalhamos e festejamos, rimos e choramos, certamente tem o significado mais intenso e real. É nesse ambiente que se dá a verdade.
Por : Francisco de Assis Saraiva da Rocha em DefesaNet
5) PEC da segurança pública e a ausência das Forças Armadas no combate ao narcoterrorismo
Categoria : Artigos
A atual conjuntura de segurança interna no Brasil exige uma análise rigorosa, desprovida de reducionismos ideológicos e alinhada a parâmetros estratégicos de defesa nacional. Nesse contexto, a tramitação da PEC da segurança pública, e, entre seus pontos centrais, a ausência da participação das Forças Armadas como elemento de apoio às instituições policiais no enfrentamento ao narcoterrorismo, representa um equívoco estratégico profundo, de implicações diretas para a estabilidade interna e a soberania nacional. Tal proposta, ao enfraquecer mecanismos legais de interoperabilidade entre as Forças Armadas e os órgãos policiais, desconsidera a natureza real do conflito em curso no país, o qual ultrapassa há muito a categoria de segurança pública tradicional. O Brasil enfrenta, hoje, um cenário típico de guerra irregular, em que organizações narcoterroristas disputam território, exercem controle armado sobre populações civis, corroem a autoridade estatal e desafiam diretamente o monopólio legítimo do uso da força.
Por : Olavo de Carvalho
6) O advento da ditadura secreta
Categoria : Artigos
Diário do Comércio, 28 de março de 2012
Escolados pelo precedente do Foro de São Paulo, cuja existência lhes foi ocultada durante dezesseis anos pela mídia soi disant respeitável, alguns leitores brasileiros talvez não se sintam tão espantados ao ver que o New York Times, o Washington Post, a CNN e demais organizações jornalísticas de maior prestígio nos EUA, mesmo depois do pito que levaram do Pravda, continuam sonegando ao público qualquer notícia sobre os documentos forjados de Barack Hussein Obama. Nos dois casos, a recusa de cumprir a mais primária obrigação do jornalismo pode se explicar, de início, pela reação automática de ceticismo ante condutas que, de tão perversas, maliciosas e abjetas, parecem inverossímeis. Quem poderia acreditar, assim sem mais nem menos, que a esquerda, desmoralizada e aparentemente moribunda após a queda da URSS, estava preparando um retorno triunfal na América Latina por meio de um acordo secreto entre organizações legais e criminosas, planejado para controlar, pelas costas do eleitorado, a política de todo um continente? Quem poderia engolir, na primeira colherada, a hipótese de que um bandidinho com identidade falsa, subsidiado por bandidões, ludibriou a espécie humana praticamente inteira e, da noite para o dia, saiu do nada para se tornar presidente da nação mais poderosa do mundo? É mesmo difícil. Mas quando nem mesmo o acúmulo incessante de provas inquestionáveis demove do seu silêncio obstinado os profissionais que são pagos para falar, então é impossível evitar a suspeita de que o engodo geral não foi tramado só por políticos, mas também pelos donos de jornais, revistas e canais de TV, secundados pelo proletariado intelectual das redações.
Por : O Fiel Católico
7) Feliz ano novo! E por que não se celebra a virada do ano no Natal?
Categoria : Artigos
FELIZ ANO NOVO! Próspero ano novo!.. O que significa isso, afinal? Estamos tão somente diante da conclusão de mais uma etapa em nossas vidas, um ciclo, totalmente subjetivo, que dará lugar ao início de um outro. Mas nós valorizamos os símbolos e, psicologicamente falando, pode-se até dizer que precisamos destes marcos, estas datas comemorativas simbólicas que organizam e dão sentido à uma vida aparentemente caótica e carente de propósito. Um propósito que o ser humano só poderá encontrar na sua interioridade. Voltaremos a isso… Mas, antes, uma pergunta: você já se questionou, leitor, por que o dia 31 de dezembro foi escolhido para simbolizar o fim de um ano, antes do início de um “feliz ano novo”, já que não há como se definir um dia em particular em que a Terra tenha começado a girar ao redor do Sol? Responderemos a essa questão intrigante que atormentou as mentes de milhões de pessoas ao redor do globo terrestre desde os últimos cinco séculos: se o início do ano, na era cristã, é contado a partir do Nascimento de Cristo, porque essa defasagem de uma semana entre a data atribuída ao seu Nascimento, o 25 de dezembro, e a abertura do novo ano? Parece (e de fato é) um hiato totalmente ilógico, não é mesmo? Vejamos isso de perto.
Por : Olavo de Carvalho
8) Droga é cultura
Categoria : Artigos
O Globo, 1o de janeiro de 2005
Como explicar que ministros aceitem pedir licença a narcotraficantes para entrar no seu território? O acontecimento indica, desde logo, que o Estado brasileiro reconhece os limites impostos à sua jurisdição pela “diversidade cultural”. Há tempos vigora entre esquerdistas a convicção de que droga é cultura e de que não se pode impor à população criada sob essa cultura os padrões do restante da sociedade. Os srs. ministros parecem ter sido profundamente afetados por essa crença. Os reis da droga, nessa perspectiva, tornam-se líderes tribais e gozam de prerrogativas similares às dos caciques indígenas, entre as quais a soberania territorial. Os representantes do Estado, ao entrar na taba, já não são autoridades: são meros visitantes estrangeiros que devem curvar-se às normas locais. Em segundo lugar, os narcotraficantes brasileiros estão, direta ou indiretamente, sob a orientação das FARC – e as FARC, a mais rica e poderosa entidade participante do Foro de São Paulo, ocupam na hierarquia da esquerda continental uma posição mais alta que a do nosso partido governante. Este não só se recusa a reconhecê-las como entidade criminosa, mas, em resolução do Foro assinada pelo sr. Luís Inácio Lula da Silva poucos meses antes de eleger-se presidente, comprometeu-se a defendê-la contra o verdadeiro criminoso, o governo da Colômbia, que o documento acusa de praticar “terrorismo de Estado” contra os parceiros comerciais do sr. Fernandinho Beira-Mar.
Por : Desiring God
9) Meditação de Véspera de Ano Novo
Categoria : Artigos
Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. (2 Coríntios 7:10).
O que eu quero fazer é apenas destacar o fato de que, no final do ano, todos têm arrependimentos. Temos gratidão, com certeza, mas também temos arrependimentos. Alguns são grandes, outros pequenos. Somos pecadores. Não gostamos de pecar, então nos arrependemos de pecar. Portanto, todos têm arrependimentos. Note que existem dois tipos de arrependimento: o que mata e o que salva. Você se sente destruído, triste, mal. Você se arrepende — você se converte — você encontra o perdão, você segue em frente sem que isso o arraste para baixo. Já a dor mundana produz a morte. Existe um tipo de arrependimento, um sentimento ruim, que paralisa, mata, derrota, arruína, e qual é a diferença? Vejamos Miquéias 7. Esta é uma das minhas passagens favoritas do Antigo Testamento, porque é incrivelmente rica em ensinamentos do evangelho e em como lidar com nossas falhas. É neste texto que baseio o termo ” culpa corajosa “. Culpa corajosa é olhar no espelho, ver o que você não gosta e, apesar disso, ser ousado em nome da justiça.
Por : Olavo de Carvalho
10) Guerra de covardes
Categoria : Artigos
Zero Hora, 26 de dezembro de 2004
O acontecimento foi omitido pela mídia nacional, mas o leitor pode conferir na página http://www.rebelion.org/noticia.php?id=8980 em junho de 2004, o comandante-geral do Exército venezuelano, general Raúl Baduel, discursando no 51º aniversário da Escuela de Infantería, anunciou oficialmente a nova doutrina militar de seu país, baseada no conceito de “guerra do povo” criado pelo comandante vietnamita Vo Nguyen Giap. A idéia é simples, genial e de uma bestialidade a toda prova. Consiste em envolver toda a população na atividade guerreira, de modo a privar o adversário do centro de gravidade do seu ataque – a destruição física do exército convencional – e forçá-lo à escolha impossível entre o genocídio assumido e a autocontenção debilitante. Sua adoção pelo Vietnã do Norte foi uma das primeiras aplicações do princípio geral que depois viria a chamar-se “guerra assimétrica”, no qual um dos lados se arroga o direito a todos os crimes, a todas as covardias, ao mesmo tempo que amarra o adversário numa complexa rede de cobranças morais perante a opinião pública, levando-o à hesitação e à paralisia. O exército de Giap era, nesse sentido, a exata inversão de um exército normal, que arrisca a vida no campo de batalha para proteger o povo. Seus soldados espalhavam-se e diluíam-se no meio da população, usando-a metodicamente como escudo humano. As mortes de civis deliberadamente provocadas pelo seu próprio governo eram em seguida aproveitadas como material de propaganda contra os EUA.